Cuidar da saúde mental também envolve falar sobre dinheiro

Setembro Amarelo: FNCC destaca dados recentes sobre o tema e divulga conteúdos para aproximar educação financeira e cuidado emocional

Nem toda preocupação financeira termina quando fechamos o aplicativo do banco, não é mesmo? Muitas vezes, ela acompanha a rotina e interfere na forma como nos sentimos. Neste Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e à valorização da vida, a FNCC convida suas associadas a ampliarem essa conversa e reconhecerem a relação entre saúde mental e saúde financeira.

A dimensão do tema exige atenção, isso porque, em setembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais no mundo. Condições como ansiedade e depressão afetam pessoas de todas as idades e faixas de renda.

Por trás desses números existem pessoas que precisam de acolhimento e falar sobre saúde mental, ajuda a combater preconceitos e abrir espaço para que o sofrimento seja reconhecido, sem julgamentos.

 

As finanças afetam as emoções

Uma pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, divulgada em setembro de 2026, mostra como essa relação está presente no cotidiano. Entre os entrevistados, 89% afirmaram que problemas financeiros já afetaram sua saúde mental. Além disso, 71% relataram impactos na qualidade do sono. O levantamento, realizado entre 19 e 26 de agosto de 2026, ouviu 1.140 pessoas pela internet, em todo o Brasil.

Na mesma pesquisa, 62% dos entrevistados afirmaram que já deixaram de buscar ajuda psicológica por não conseguirem pagar, percentual que era de 49% na edição de 2025. Os dados evidenciam que o acesso ao cuidado com a saúde mental também pode ser impactado pelas condições financeiras.

Nesse cenário, vale ressaltar que o setor cooperativista pode, e deve, atuar como facilitador na conscientização, na educação financeira e na promoção de alternativas que contribuam para o bem-estar e a saúde financeira das pessoas.

Essa reflexão encontra espaço no compromisso com as pessoas. A proximidade das cooperativas com seus cooperados pode favorecer conversas sobre dificuldades financeiras e incentivar a busca de orientação. A educação financeira pode apoiar esse processo, ajudando a compreender o orçamento e avaliar possibilidades dentro da realidade de cada pessoa. Isso não significa, porém, que organizar as contas seja suficiente para resolver questões de saúde mental. O cuidado profissional continua sendo fundamental quando necessário.

 

Ações práticas

Para dar continuidade ao tema, a FNCC desenvolverá o programa “Finanças em AmarElo”, com conteúdos semanais sobre a relação entre dinheiro e saúde mental. Nas semanas de 14, 21 e 28 de setembro, serão compartilhadas orientações pelo E-mail e WhatsApp, incentivando uma relação mais consciente com as finanças.

 

Buscar ajuda é um caminho de cuidado

Se você está passando por sofrimento emocional, procure apoio. As Unidades Básicas de Saúde e os Centros de Atenção Psicossocial oferecem atendimento pelo SUS. O CVV também disponibiliza apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, durante 24 horas por dia. Em situações de risco imediato, procure um serviço de emergência ou ligue para o SAMU, no 192.