FNCC marca presença no importante evento global do cooperativismo de crédito
Delegação brasileira participou do WCUC 2025, realizado na Suécia

A FNCC esteve presente na Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito (WCUC 2025), realizada entre os dias 14 e 16 de julho em Estocolmo, na Suécia. O evento, promovido pelo Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU), reuniu mais de 2 mil participantes de 55 países e se consolidou como a maior edição já realizada na Europa. A participação da FNCC foi conduzida pelo diretor-presidente Ivo Lara, que representou oficialmente a Federação e compartilhou, ao longo dos três dias, experiências com líderes de todos os continentes.
Além da representação institucional, a presença das associadas à FNCC foi um marco. O número de cooperativas participantes saltou de uma para oito em relação ao último evento. Esse avanço foi impulsionado pela parceria com os sistemas OCESP e Sescoop, que viabilizaram boa parte do investimento necessário para a participação.
O encontro marcou também o encerramento da 20ª edição do WCUC com o anúncio da sede da próxima conferência, que, em 2026, será realizada em Sydney, na Austrália.
Representatividade
Além da representação institucional, a presença das associadas à FNCC foi um marco. O número de cooperativas participantes saltou de uma para oito em relação ao último evento. Um avanço significativo, impulsionado pela parceria com os sistemas OCESP e Sescoop, que viabilizaram boa parte do investimento necessário para a participação. Vale ressaltar que a composição da delegação teve 87,5% de representação feminina, além da presença de membros estatutários e gestores das singulares. “Esses números refletem a diversidade que nos fortalece e mostram o amadurecimento da nossa presença internacional”, afirma Ivo Lara.
Para o diretor-presidente da FNCC, o WCUC reforçou o cooperativismo como um modelo econômico alinhado às necessidades urgentes da sociedade atual. “Debater nosso propósito em múltiplas culturas reforçou o que sempre acreditamos. O cooperativismo precisa ser a alternativa real a sistemas que ignoram o interesse coletivo. Temos a responsabilidade de oferecer soluções viáveis, sustentáveis e humanas”, aponta.
Tatiany Moraes, diretora executiva da Credestiva, avaliou a experiência como transformadora. “O WOCCU trouxe grandes aprendizados sobre como fortalecer nossa identidade, propósito e estratégia. A troca de experiências e a visão global reforçam que, para crescer e fazer a diferença, precisamos estar preparados para mudanças constantes, sem perder o foco no cooperado e na comunidade”, disse.
Jovens no cooperativismo
Durante o evento, a juventude também teve espaço de destaque, com painéis voltados à sucessão, protagonismo de nativos digitais e cases inspiradores do Sicredi e de uma cooperativa da Coreia do Sul. A mensagem foi clara, é preciso abrir espaço e dar voz a quem está chegando, sem perder a essência dos valores cooperativistas.
“A formação dos nossos membros estatutários é um dos temas mais críticos para o futuro das cooperativas singulares. Os participantes do congresso voltam transformados, com novas ideias e muito mais preparados para os desafios do setor”, reforçou Ivo, após o painel.
Cooperação brasileira
O Brasil foi citado em diversos momentos como referência positiva, principalmente em aspectos como governança, articulação política e defesa institucional. Um dos painéis mais prestigiados contou com a participação da gerente de relacionamentos da OCB, Clara Maffia, que apresentou o apoio do Bacen e da frente parlamentar como diferenciais do país no cenário global.
Temas como inteligência artificial, segurança cibernética e governança contemporânea também pautaram os debates, sempre com foco em desafios regulatórios e estratégias de impacto coletivo.
Com 2025 declarado pela ONU como o Ano Internacional do Cooperativismo, o evento foi também um chamado à responsabilidade. “Não é apenas uma celebração, mas um desafio. Precisamos mostrar que o cooperativismo é, de fato, a resposta para uma economia mais justa e sustentável. E o Brasil está pronto para liderar esse movimento”, conclui Ivo Lara.