Cooperativas de crédito avançam mais que bancos e impulsionam desenvolvimento regional

Executivos do Banco Central analisam alta de 21% nos ativos e impacto na inclusão financeira

Executivos do Banco Central confirmam que as cooperativas de crédito são hoje o principal motor de inclusão financeira do país. O segmento cresceu quase o dobro dos bancos tradicionais em 2024 com uma alta de 21% nos ativos contra 13% da concorrência. A análise feita por Adalberto Felinto e Ivens Miranda durante transmissão oficial, reforça que esse avanço respeita todas as exigências de estabilidade e eficiência demandadas pela autoridade monetária.

O grande diferencial das cooperativas é não abandonar o associado quando a economia vai mal. Enquanto os bancos fecham a torneira do crédito nas crises, o sistema cooperativo continua emprestando pois entende que o cliente também é dono do negócio. Esse compromisso faz com que o dinheiro circule na própria cidade e gere riqueza para a comunidade. Hoje esse modelo garante atendimento em mais de três mil municípios e ocupa os espaços deixados vazios pelas grandes instituições.

Crescimento com responsabilidade e controle

Dados do Sebrae provam que a presença de cooperativas eleva a renda média dos municípios. Elas atendem prioritariamente microempresas e o agronegócio com a mesma segurança jurídica dos grandes bancos. Além da fiscalização padrão, o sistema oferece a proteção do Fundo Garantidor para depósitos de até duzentos e cinquenta mil reais. Para o Banco Central, o futuro do setor depende de unir a eficiência dos aplicativos com a tradição do atendimento próximo e consciente.