FNCC cria o primeiro Treinamento de PLD – Prevenção à Lavagem de Dinheiro

Visando contribuir com suas federadas, a FNCC ministrou, no último mês de agosto, o primeiro curso de capacitação para colaboradores, dirigentes e conselheiros sobre PLD (Prevenção à Lavagem de Dinheiro).

O treinamento foi preparado atendendo à CIRCULAR Nº 3.461/09 art. 1º, §1º. inciso III, que determina que as instituições financeiras e demais empresas autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil implementem políticas e procedimentos internos de controle, destinados a prevenir sua utilização na prática dos crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, definindo os critérios e procedimentos para seleção, treinamento e acompanhamento da situação econômico-financeira dos empregados da instituição.

A palestra, realizada no auditório do Sicoob Cecres, foi ministrada pelo consultor técnico, da FNCC, Miguel Gentile, graduado em Ciências Contábeis e sócio-diretor da HORUS RM Auditoria e Consultoria, especializada em Cooperativas de Crédito. Miguel também é compliance e gerente comercial de cooperativa singular; além de contar com 22 anos de experiência em auditoria e gestão, sendo 14 só em Cooperativas de Crédito.

Com duração de 4 horas, o treinamento foi considerado satisfatório para a maioria dos participantes, que avaliaram conteúdo, didática de apresentação e aplicabilidade na realidade profissional como bom e ótimo.

Treinamento PLD

José Eduardo Ornelas de Freitas, da CrediBesp, foi uma destas pessoas. Ele fez questão de parabenizar a FNCC pelo treinamento: “Todos os assuntos sobre PLD foram abordados, com palavras claras, falando a linguagem da nossa rotina de trabalho”.

Juliana Alves Leal, da COGEM, disse que o curso “contribuiu imensamente para despertar ideias e reflexões”.

O termo lavagem de dinheiro surgiu na década de 1920, no tempo das quadrilhas de gangsters norte-americanas que, durante a Lei Seca, utilizavam lavanderias de roupas e locais para lavar automóveis para legitimar dinheiro oriundo de crimes. Ou seja, fazer com que produtos resultados de práticas criminosas parecessem ter sido adquiridos legalmente.

Nos ambientes em que existem sistemas financeiros desenvolvidos, com circulação de riqueza, é que a criminalidade e a corrupção mais aparecem. De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) é estimado que cerca de US$1,5 trilhão em “dinheiro sujo” – cerca de 2% do PIB mundial – transitem anualmente na economia.

No Brasil, não é diferente. O tema vive estampado em manchetes de jornal. Investigações sobre envolvimento de políticos e empresários com lavagem de dinheiro, em campanhas eleitorais, por exemplo, já não é mais novidade por aqui.

Isso, mesmo havendo uma lei criada em 1998. O documento dava continuidade a compromissos internacionais assumidos a partir da assinatura da Convenção de Viena, de 1988, onde as autoridades perceberam que seria necessária a criação de um conjunto de medidas para evitar esta prática.

As cooperativas de crédito, que representam cerca de 4% do sistema financeiro do país, também estão expostas aos riscos e às penalidades, se não mantiverem controle e pleno conhecimento das transações realizadas.

A FNCC, que está sempre em busca de formas que beneficiem as cooperativas singulares, já preparou novo conteúdo programático para aperfeiçoamento de seus colaboradores e dirigentes. No próximo dia 20 de outubro, será realizado mais um treinamento. Desta vez, um Workshop de Planejamento Estratégico, ministrado pelo consultor Márcio Nami.